DIREÇÃO: Ron Clements e John Musker
ELENCO: Anika None Rose, Bruno Campos e Oprah Winfrey
Tiana é uma jovem afro-americana que vive em um encantador bairro francês na lendária cidade de Nova Orleans, berço do jazz. Do coração dos místicos pântanos da Louisiana, às margens do poderoso rio Mississippi chega uma história de amor inesquecível, com a participação de um crocodilo cantor, com toques de vudu e os encantos da cultura Cajun.
Em 2007, a Disney lançou o divertido musical "Encantada", filme que englobava vários personagens do estúdio em questão. A fórmula deu muito certo, fato que encorajou a Disney a arriscar mais um conto de princesa, só que, lamentavelmente, o resultado é muito vergonhoso para essa tentativa de resgate do estilo antigo de história dessa tão idolatrada integrante da realeza.A princípio, a produção consegue dar um ar belo ao mostrar a infância de Tiana, mas após isso, vira um trabalho bastante falho por culpa de seu roteiro. Escrita por Rob Edwards, Ron Clements, Greg Erbs, John Musker e Jason Oremland, a história entra bastante em contradição e propõe que fatos aconteçam rápidos demais sem a necessidade de dar devidas explicações sobre a mudança repentina no comportamento de alguns personagens (Tiana, por exemplo). Tudo bem que na mente de uma criança inocente, tudo é lindo e maravilhoso ("O Gato" é um dos filmes preferidos da minha irmã), mas será que uma singela preocupação em não tomar muito o tempo desses seres que estavam se encontrando com algo inédito do gênero foi o principal intuito dos produtores? Lamentável, bastante lamentável.
Dentre os personagens, é de se admitir que o destaque maior vai para o carismático vagalume Ray, seu espírito de vida e o seu lado sempre ciente de que o amor existe consegue emocionar a todos, a canção "Ma Belle Evangeline", interpretada por ele, é a mais bela do longa, que, diga-se de passagem, não possui um bom trabalho do sempre competente músico Randy Newman. Os outros personagens não possuem nada de ruim, mas também não possuem um grande estilo de personalidade que os façam ser admirados.
Apelando para o lado curto e grosso, tendo os seus atos partindo para uma conclusão precedida por um trabalho falho e contraditório de desenvolvimento, "A Princesa e o Sapo" só escreve o seu nome na história pelo simples de ter a primeira princesa negra da Disney. Mas é bom que o estúdio e parque temático que encanta pessoas de todas as idades pelo mundo afora esteja preocupado em mostrar para as crinaças de hoje em dia o verdadeiro poder dos sonhos, pois a difusão desse poder será bastante útil para retirar esse espírito "capitalista selvagem" que está dominando as nossas crianças.
Fonte da sinopse: Cine Pop











