domingo, 29 de abril de 2012

OSCAR 2013 - PREVISÕES

MELHOR FILME
Lincoln
Hyde Park on Hudson
Argo
The Master
Inside Llewyn Davis
The Grandmasters
Django Livre
Valente
Zero Dark Thirty
O Grande Gatsby

MELHOR DIREÇÃO
Steven Spielberg (Lincoln)
Roger Michell (Hyde Park on Hudson)
Ben Affleck (Argo)
Paul Thomas Anderson (The Master)
Joel Coen & Ethan Coen (Inside Llewyn Davis)



MELHOR ATRIZ
Julianne Moore (The English Teacher)
Laura Linney (Hyde Park on Hudson)
Carey Mulligan (O Grande Gatsby)
Meryl Streep (Great Hope Springs)
Sandra Bullock (Gravity)


MELHOR ATOR
Bill Murray (Hyde Park on Hudson)
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Philip Seymour Hoffman (The Master)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Leonardo DiCaprio (O Grande Gatsby)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (The Master)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Sally Field (Lincoln)
Olivia Williams (Hyde Park on Hudson)
Helena Bonham Carter (Great Expectations)



MELHOR ATOR COADJUVANTE

Joaquin Phoenix (The Master)
Andy Garcia (Hemingway and Fuentes)
Tobey Maguire (O Grande Gatsby)
George Clooney (Gravity)
Justin Timberlake (Inside Llewyn Davis)




domingo, 22 de abril de 2012

POSEIDON

POSEIDON
DIREÇÃO: Wolfgang Petersen
ELENCO: Josh Lucas (John Dylan), Kurt Russell (Robert Ramsey), Jacinda Barrett (Maggie James), Richard Dreyfuss (Richard Nelson), Jimmy Bennett (Conor James), Emmy Rossum (Jennifer Ramsey).
1 INDICAÇÃO AO OSCAR
Um luxuoso transatlântico é atingido por uma gigantesca onda durante um maremoto e acaba emborcado. Tentando desesperadamente escapar do naufrágio iminente, os sobreviventes do choque inicial tentam deixar a embarcação.


Neste Verão decidi fazer algo diferente (Sim, aqui no Maranhão estamos no Verão. Vai entender!). Todos afoitos com o centenário do Titanic, e os mesmos correm para o cinema para ver a sua tão sonhada exibição em 3D. E comigo não foi diferente. Obviamente, que foi a melhor vez m que vi o longa de James Cameron. Foi aí que eu decidi me manter na linha das grandes catástrofes navais e vi Poseidon - filme de 2006, remake de O Destino de Poseidon, que nos oferece sensações terrivelmente diferentes do que a de ver o romance entre Jack e Rose.

Indiscutivelmente, Poseidon é uma obra que vale como filme de Ação, até mesmo porque se põe a ser uma produção somente centrada no naufrágio do transatlântico (vide a grande diferença no fato de nesse filme o acidente ocorrer em seu início, enquanto em Titanic ocorre em seus derradeiros momentos). As sequências são sensacionais, e os efeitos visuais merecidamente indicados ao Oscar 2007 na categoria em questão se mostram eficazes não só no instante em que a onda atinge o navio, mas também em seus momentos posteriores. Mas antes fossem essas as razões necessárias para se ter um ótimo filme de Ação. Em seu término, coube a mim ter em mente a certeza de que o produtores achavam que todos somos uns grandes idiotas.

Não vem ao caso explanar sobre roteiro e a história em si, mas o mais interessante é tentar fazer a singela comparação entre o que existe e o que não existe. Eu sei que nenhum filme é obrigado a ser fiel a realidade, mas existem momentos que essa falta de fidelidade assusta, decepciona e põe tudo a perder. É inevitável assistir Poseidon e não ficar impressionado com o fôlego que aqueles cidadãos têm debaixo d'água. Coube até a mim duelar com os próprios personagens. A medida em que eles prendiam a respiração, eu prendia junto, e, no final, só me restou ficar completamente envergonhado por, nesse duelo, ter sido derrotado por um garoto que aparenta menos da metade da minha idade. Quando se vê que as expedições daqueles personagens chegaram ao fim, não me restou nada além da inteligência naval de todos eles, inteligência que não demonstraram no início, mas que, num toque de mágica, adquiriram com louvor - vide o personagem de Mike Vogel (recém premiado com um Screen Actors Guild - importante prêmio que ele tem, e Nicole Kidman não tem) e decifraram todo o navio de cabo a rabo.

Por favor, O Destino do Poseidon recebeu 9 Indicações ao Oscar no ano de 1973, sendo premiado com 2 estatuetas (Efeitos Visuais e Canção). Receber esse presente de grego que é esse remake, onde talvez o ponto de alto é ficar preso ao suspense sobre quem morre e quem sobrevive, é mais uma prova sobre as reais intenções de produtores cinematográficos  da atualidade comparados aos de 40 anos atrás.

Fonte da Sinopse: CinePop

sábado, 25 de fevereiro de 2012

OSCAR 2012 - PREVISÃO FINAL

MELHOR FILME

VAI VENCER: O Artista

MOTIVO: Em 2003, Steve Martin disse o seguinte sobre Chicago: 'Fizeram um grande filme que todo mundo gosta". Essa percepção se aplica ao favorito desse ano que,  por mais, que tenha sido ameaçado por Hugo e Os Descendentes, acabou que conquistou a tranquilidade necessária para ser favorito ao Oscar.

MEU FAVORITO: Como nessa categoria se vota na base do ranking, aqui vai o meu:
  1. O Artista
  2. Meia Noite em Paris
  3. A Árvore da Vida
  4. O Homem que Mudou o Jogo
  5. Tão Forte Tão Perto
  6. Histórias Cruzadas
  7. A Invenção de Hugo Cabret
  8. Os Descendentes
  9. Cavalo de Guerra

MELHOR DIRETOR

VAI VENCER: Michel Hazanavicius (O Artista)

MOTIVO: Eleito pelo Sindicato dos Diretores e pela Academia Britânica, mas pode ter essas louvações derrubadas pelo prestígio de Martin Scorsese.

MERECE: Michel Hazanavicius

MENOS MERECE: Alexander Payne (Os Descendentes)
MELHOR ATOR

VAI VENCER: Jean DuJardin (O Artista)

MOTIVO: Ganhou Globo de Ouro e SAG, mas mesmo assim seu favoritismo foi questionado. Sua vitória no    BAFTA autenticou seus status fazendo-o disparar na liderança.

MERECE: Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo), mas DuJardin me deixará satisfeito vencendo.
MELHOR ATRIZ

VAI VENCER: Viola Davis (Histórias Cruzadas)

MOTIVO: A disputa está empatada entre ela e Meryl Streep. Viola venceu o Sindicato e Meryl Streep o BAFTA. O fato do BAFTA ser bairrista e a sua escolha possa ser motivo de dúvidas perante o personagem de Streep deixa Viola em vantagem.

MERECE: Meryl Streep (A Dama de Ferro)
MELHOR ATOR COADJUVANTE

VAI VENCER: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

MOTIVO: Ganhou tudo até agora.

MERECE: Christopher Plummer
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

VAI VENCER: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MOTIVO: Venceu tudo até agora

MERECE: Francamente, não vejo atributos em Spencer, que está caricata e exagerada. Por mim venceria Jessica Chastain (por A Árvore da Vida) ou Marion Cotillard (por Meia Noite em Paris), mas nenhuma das duas foi indicada. Ver Jessica Chastain na disputa por História Cruzadas não me desperta torcida, então votaria em Berenice Bejo, por O Artista.

MELHOR ANIMAÇÃO
VENCE: Rango
MERECE: Kung Fu Panda 2

MELHOR FOTOGRAFIA
VENCE: A Árvore da Vida
MERECE: A Árvore da Vida

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
VENCE: A Invenção de Hugo Cabret
MERECE: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

MELHOR FIGURINO
VENCE: A Invenção de Hugo Cabret
MERECE: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR DOCUMENTÁRIO
VENCE: Pina
MERECE: Não vi nenhum

MELHOR MONTAGEM
VENCE: O Artista
MERECE: O Artista

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
VENCE: A Separação (Irã)
MERECE: A Separação (Irã)

MELHOR MAQUIAGEM
VENCE: A Dama de Ferro
MERECE: A Dama de Ferro 

MELHOR TRILHA SONORA
VENCE: O Artista
MERECE: O Artista

MELHOR CANÇÃO
VENCE: Man or Muppett (Os Muppetts)
MERECE: Real In Rio (Rio)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
VENCE: A Invenção de Hugo Cabret
MERECE: Cavalo de Guerra

MELHOR EFEITOS SONOROS
VENCE: A Invenção de Hugo Cabret
MERECE: Cavalo de Guerra

MELHOR EFEITOS VISUAIS
VENCE: Planeta dos Macacos - A Origem
MERECE: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
VENCE: Os Descendentes
MERECE: Tudo Pelo Poder

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
VENCE: Meia Noite em Paris
MERECE: Meia Noite em Paris


Eis o time de indicados 2012. Quem será que vai fazer a festa?




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO

O HOMEM QUE  MUDOU O JOGO
DIREÇÃO: Bennett Miller
ELENCO: Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hofmman
6 INDICAÇÕES AO OSCAR
O Homem que Mudou o Jogo conta a história de um gerente de um time de baseball Oakland Athletics, chamado Billy Beane. Ele revolucionou o esporte ao trazer um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube, fazendo com que a equipe ficasse entre as melhores nos anos 70.

Recordo-me quando estava assistindo pela TV Esporte Interativo a partida que culminou com o rebaixamento do River Plate para a segunda divisão do futebol argentino, quando o locutor da partida, que, com todo respeito, não me envergonho de ter esquecido o seu nome, de um jeito meloso puxou um comentário que, se fosse com ele, o time que ele torce é e sempre será o seu time, tanto na vitória quanto na derrota. De fato abstenho-me de discordar dele, e louvo palmeirenses, botafoguenses, gremistas, atleticanos, vascaínos e corinthianos que, aqui no Brasil, ajudaram o seu time a dar a volta por cima. E, como um cruzeirense apaixonado (fato raro para um maranhense), espero ver nunca ver meu time fora da elite, mas nunca lhe negarei minha torcida. Mas, ainda na TV Esporte Interativo me deparo com um programa 100% opinativo comandado pelo polêmico Jorge Kajuru que, sem nenhum medo de falar o que pensa, faz questão de afirmar que futebol não é esporte, futebol é negócio, e negócio dos caros, que, em breve, vai fazer torcedor gritar gratuitamente nome de patrocinador na arquibancada, sem saber que está usado por um grande esquema que move bastante dinheiro. Sou fã de futebol, mas concordo plenamente com Kajuru, que foi até bonzinho em apontar que o time/empresa é uma realidade somente do futebol. A verdade é que todo esse jogo (literal e figuradamente falando) monetário acontece em todos os esportes. E o beisebol não está fora. E é isso o que se pode ver em O Homem Que Mudou o Jogo.

Bem dotado de tons documentais, mesmo com uma trama central, o filme acaba sendo uma espécie de modelo a ser seguido para quem vive de esporte. Mudar as concepções capitalistas atuais é bastante difícil, mas se for uma ânsia, ela lhe exige que primeiro você tenha que adentrar ao sistema, conhecer os seus pontos fracos, e, consequentemente, fazer a justiça acontecer dentro do possível. Não é à toa, que um time não precisa somente de profissionais da área esportiva para funcionar corretamente. E essa aula de organização está perfeitamente contida no roteiro escrito por ... que, com todos os méritos está na disputa do Oscar 2012 na categoria em questão. Não se deve menosprezar o sempre competente diretor Bennett Miller que não transmitiu uma obra de acordo com o seu verdadeiro objetivo, excluindo por completo os desagradáveis clichês de filmes esportivos sobre times que estão na pior e que conseguem dar a volta por cima pelas razões que mais melosas é impossível.

Brad Pitt (Indicado ao Oscar 2012 de Melhor Ator por este filme, e também indicado ao prêmio de Melhor Filme, visto que também é um dos produtores do longa) teve com seu personagem (um dirigente esportivo) todas as oportunidades de abusar da canastrice negativa de personagens desse estilo, mas, felizmente, eliminou-as por completo, entregando-se uma faceta que continha dureza e impaciência, mas que também transmitia o caráter que impõe que todos ao seu redor tenham o devido respeito com aquele ser. Inevitavelmente, Brad consegue fazer com que o espectador esteja ligado a ele do início ao fim, e, se justiça for feita, o Senhor Angelina Jolie será premiado com o Oscar de Melhor Ator. Pena que será bastante difícil, pois o provável é que Jean DuJardin leve o prêmio, e se não levar, George Clooney será premiado. Lamentável, pois analisando a entrega de Pitt ao personagem, todos têm a certeza de que ele não está mentindo quando diz que essa foi a mais especial indicação dele ao Prêmio da Academia.

Se todos as louvações foram justas, talvez Jonah Hill (Indicado ao Oscar 2012 de Melhor Coadjuvante por este filme) tenha sido a exceção. A justificativa, com certeza, está no seu passado cinematográfico dotado só de atuações comédias imorais. Neste filme ele encara um papel forte e dramático, e até faz bem feito, mas nada suficiente para indicá-lo ao Oscar. É bastante evidente sua performance servindo de mera escada para Brad Pitt se sobressair mais ainda.

Trama envolvente, personagens no auge da real vida humana. O Homem Que Mudou o Jogo é denúncia e aula ao mesmo tempo. Mostra uma das natas realidades que está na cara, mas ninguém vê. Porém, tem o dom de orientar que sentença verdadeira não excluir o esporte e a emoção de sua vida, e, sim, encontrar a maneira sensata de fazer algo onde será possível até vitórias extraordinárias, como fazer gregos e troianos se agradarem com o mesmo fato.


Fonte da Sinopse: CinePop